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Black Friday 2020: guia completo para evitar golpes

Está chegando o dia do ano mais esperado pelos lojistas e consumidores: a Black Friday! A previsão de crescimento das vendas é de 27%.

Nessa época do ano os golpes cibernéticos aumentam muito. Mas você sabe como se prevenir na Black Friday? E o que fazer se for vítima? Confira o guia completo que preparamos para você!

Está chegando o dia do ano mais esperado pelos lojistas e consumidores: a Black Friday! Segundo a Ebit Nielsen, a previsão de crescimento das vendas em relação ao ano de 2019 é de 27%.

O novo cenário imposto pela pandemia acelerou o fluxo de compras pela internet. Devido a esse novo normal, a previsão é de que, em 2020, as vendas online aumentem muito. Mas com isso, também cresce o número de golpes virtuais.

História da Black Friday

A Black Friday tem sua origem nos Estados Unidos e acontece sempre após o Dia de Ação de Graças, um feriado celebrado no país para agradecer, comer e ficar em família. Além disso, a Ação de Graças simboliza a colonização britânica da América do Norte.

O feriado não é comemorado aqui no Brasil, e nem faria sentido. Mas a tradição da Black Friday ganhou o coração dos brasileiros.

O termo Black Friday foi utilizado na história em diferentes momentos. O primeiro registro que se tem data é de 1869, quando dois acionistas de Wall Street decidiram comprar ouro dos Estados Unidos para revender mais caro.

Acontece que, em uma sexta-feira, em setembro daquele ano, o mercado de ouro entrou em crise levando várias empresas e investidores de Wall Street à falência. Então o nome “black” foi usado como referência à crise daquela sexta-feira.

A Black Friday que conhecemos hoje só surgiu tempos depois, nos anos 1960 mais precisamente. Naquela época, no sábado após o Dia de Ação de Graças acontecia um clássico do futebol americano universitário – o time da Academia do Exército Americano contra o time da Academia da Marinha.

Desde sexta-feira a cidade ficava lotada e o trânsito virava um caos. Devido a esse tumulto, os policiais de Filadélfia passaram a usar o termo Black Friday para se referir a sexta-feira após o Dia de Ação de Graças, quando não tinham sossego.

E sabe quem se aproveitava de todo aquele tumulto? Os comerciantes! Na tentativa de atrair os clientes, eles faziam várias promoções. Dando origem a tradição que conhecemos hoje.

Além de toda essa história, existe ainda uma coincidência linguística. Os comerciantes anotavam seus lucros com canetas pretas e prejuízos com caneta vermelha. Dessa forma, a Black Friday se tornou uma oportunidade para que a conta entrasse “no preto”.

Black Friday no Brasil

A Black Friday chegou no Brasil através da internet, quando um site chamado Busca Descontos fez promoções no país exatamente no dia da Black Friday americana, além de registrar o domínio blackfriday.com.br.

A partir de então, o número de lojas que aderiram a essa tradição só aumentou. Mas no Brasil os lojistas resolveram mudar um pouquinho esse costume, estendendo a Black Friday para a Black November.

Com a desculpa de evitar confusões em lojas e sites travados, muitas marcas passaram a oferecer promoções durante todo o mês de novembro. E é bem aí que mora o perigo, já que muitos bandidos passaram a ver essa situação como uma ótima oportunidade para aplicar golpes.

Golpes virtuais mais comuns na Black Friday

Como mencionado anteriormente, o novo normal imposto pela pandemia do novo Corona Vírus trouxe muitas mudanças de hábitos para os brasileiros. Uma das principais foi o aumento de compras pela internet.

Graças a essa nova realidade, o número de golpes virtuais também tem aumentado muito e é bom ficar de olho! Tem muita gente se aproveitando da Black Friday para pegar pessoas inocentes.

  • Phishing

Esse golpe é um dos mais famosos e pega muita gente. O phishing ocorre quando o infrator cria páginas falsas que assumem forma de anúncio pago, aplicativo, e-mail, perfil em redes sociais, mensagens de celular ou o tradicional site.

Dessa forma, as pessoas acreditam nas ofertas e julgam ser um local confiável para a compra. Assim elas informam seus dados e os cibercriminosos conseguem o que querem.

  • WhatsAPP

Um dos crimes cibernéticos mais comuns hoje em dia são os golpes pelo WhatsApp. O infrator envia um código para o número da vítima e diz ser um desconto, por exemplo.

Ao informar esse código, a vítima tem seu número clonado, já que, na verdade, aquele era o código de confirmação da mudança do aparelho que é dono da conta.

  • Cybersquatting

Essa técnica consiste em alterar minimamente o endereço de uma página para enganar o consumidor. Assim ele pensa que está realmente na página oficial de uma marca e, ao realizar sua compra, tem seus dados clonados.

  • Malware

Outro crime muito comum, principalmente nesta época do ano, é a instalação silenciosa de malwares, ou seja, de softwares maliciosos. Isso acontece quando o usuário visita uma página desprotegida na internet, por exemplo.

Nesse caso, os malwares danificam os dispositivos e roubam os dados dos consumidores.

O tipo mais conhecido de malware é o vírus de computador. Tem também o spyware-software, que espiona as atividades do usuário no seu computador.

Como evitar os golpes virtuais?

Confira nossas dicas e não caia em golpes:

  • Não acesse redes sem fio públicas ou de lan houses;
  • Desabilite a conexão automática e o compartilhamento de arquivos caso seja extremamente necessário acessar uma rede pública;
  • Confira sempre a URL do site que está visitando;
  • Não clique em um e-mail que supostamente seja de um banco ou comércio eletrônico;
  • Não clique em links fornecidos por WhatsApp, redes sociais e SMS.

E como saber se um site é confiável?

Siga essas recomendações e faça suas transações de forma segura:

  • Certifique-se de que o site tenha um CNPJ, número de telefone e endereço;
  • Busque pelas políticas de envio, retorno e privacidade;
  • Verifique avaliações e depoimentos em sites como Consumidor.gov.br e Reclame Aqui;
  • Na hora de comprar verifique se existe um cadeado ou chave;
  • Levante seu firewall e atualize seu programa antivírus e antimalware.

Caiu em um golpe?

Mesmo com a aprovação da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), o Brasil ainda possui poucas opções para reparar danos de quem cai em golpes cibernéticos. Isso porque, geralmente é o próprio consumidor que fornece seus dados para os cibercriminosos.

Da mesma forma que o consumidor foi enganado, a empresa teve sua identidade roubada para enganá-lo. Nesse caso, ela não pode ser responsabilizada, já que não houve vazamento de dados.

O ideal para quem for vítima de um golpe virtual é abrir um boletim de ocorrência (BO) e avisar o seu banco e a operadora de cartão de crédito.

Feito isso, o consumidor deve entrar em contato com a empresa pelo SAC ou através da ouvidoria. Caso o conflito não se resolva, a vítima deve procurar o Procon e registrar queixas em sites como Consumidor.gov.br e Reclame Aqui.

A empresa tem um prazo de dez dias para resposta, caso não aconteça, o Procon pode convocar uma audiência entre as partes, na qual a empresa deverá provar que não tem culpa na fraude, podendo ser notificada e até multada pelo órgão.

O próximo passo para o consumidor seria uma conciliação, mediação ou negociação e, em último caso, um processo judicial.

O melhor mesmo é tomar todos os cuidados e ficar de olho em qualquer link que receber no e-mail, no celular ou nas redes sociais. Mesmo se for de um conhecido, não clique em nada antes de se certificar de que foi seu contato mesmo que enviou.

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** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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