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PIX: saiba tudo sobre o novo sistema de pagamentos

No começo de 2020, o Banco Central anunciou uma nova forma de pagamentos instantâneos. Quer saber tudo sobre o PIX? Então vem com a gente!

PIX

O novo meio de pagamentos instantâneos (PIX) anunciado pelo Banco Central já está ganhando o coração de muita gente, mas há quem diga que o sistema viabilizará roubos e colocará as pessoas em risco. E você, o que achou dessa novidade?

No começo de 2020, o Banco Central anunciou uma nova forma de pagamentos instantâneos que promete facilitar a vida dos brasileiros. Mas como será na prática? Quer saber tudo sobre o PIX? Então vem com a gente!

O que é o PIX?

Como mencionamos anteriormente, o PIX é um novo meio de pagamentos instantâneos anunciado pelo Banco Central no começo deste ano. Ele permite que transações sejam realizadas de forma simples e imediata, em qualquer dia e horário.

É isso mesmo! Com o PIX não será mais necessário esperar o próximo dia útil para fazer aquele pagamento. Muito menos esperar dias para que uma transferência “caia” na conta de destino.

Além disso, o PIX também possibilita o pagamento de contas a estabelecimentos em tempo real.

Facilidades

Com o PIX será possível realizar pagamentos e transferências em apenas dez segundos, 24 horas por dia, sete dias por semana. Sim, isso inclui fim de semana e feriados! Você não precisa esperar mais para fazer suas transações em dias úteis.

Tudo é feito de maneira muito simples e rápida. Inclusive essa é a principal diferença entre os outros meios de transferência e pagamentos disponíveis hoje, como TED, DOC, boletos e cartões.

Além da praticidade e celeridade, outra grande vantagem do PIX é que ele vai ser, na maioria dos casos, gratuito. Ao contrário de outras operações eletrônicas que podem demorar dias para serem concluídas e custar mais de R$20 em algumas instituições.

O PIX é uma alternativa de transferências e pagamentos de forma rápida e barata. Vale lembrar que, além de não apresentar restrições de dias e horários, o sistema não determina um valor máximo para a transação, como os outros meios disponíveis hoje.

O novo sistema de pagamentos já está disponível após inúmeras fases de teste desde o começo do ano e todos os bancos e fintechs com mais de 500 mil contas ativas devem se adequar.

Meios de pagamento

Hoje existem as seguintes formas de enviar dinheiro para pessoas e instituições:

– Transferência Eletrônica Disponível (TED): esse tipo de transação pode ser realizado em dias úteis, geralmente entre 6h e 17h30. Se feito dentro do horário, o dinheiro cai na conta do destinatário naquele mesmo dia.

Para realizar uma TED são necessários os seguintes dados do destinatário: banco, número da agência e da conta, CPF ou CNPJ. Podem ser transferidos valores superiores a R$5 mil.

Geralmente não há notificação quando a transferência é realizada.

– Documento de Ordem de Crédito (DOC): esse tipo de transação também pode ser realizado em dias úteis, geralmente entre 6h e 17h30. Nessa opção, quando feito dentro do horário, o dinheiro cai no próximo dia útil. Mas se realizado após as 22h, pode levar mais de um dia útil.

Para realizar um DOC são necessários os seguintes dados do destinatário: banco, número da agência e da conta, CPF ou CNPJ. Já nessa opção, o valor máximo a ser transferido é de R$4.999,99.

Geralmente não há notificação quando a transferência é realizada.

Boleto: é pago a partir da leitura ou digitação do código de barras. Nessa opção, o dinheiro só fica disponível no dia útil seguinte ao pagamento, que só pode ser realizado em dias úteis. Não é enviado aviso quando a transação é realizada.

Cartão de débito: é necessário o cartão físico (ou virtual nos casos de compra online). Além disso, o recebedor deve ter a maquininha daquela bandeira. O dinheiro fica disponível, geralmente dois dias após o pagamento.

Cartão de crédito: é necessário o cartão físico (ou virtual nos casos de compra online). Além disso, o recebedor deve ter a maquininha daquela bandeira. O dinheiro fica disponível, em média, 28 dias após o pagamento. Existe um limite para seu uso, o limite do cartão.

PIX: é necessário conhecer apenas uma chave do recebedor ou ler o QR Code para realizar a transação. Pode ser realizado a qualquer dia e horário e o dinheiro cai na conta do destinatário em poucos segundos.

Após a transação, que não possui limite máximo, pagador e recebedor são notificados. É possível gerar um QR Code para recebimento do PIX de forma simples e rápida.

Além disso todas as transações podem ser realizadas pelo celular, não sendo necessário nenhum aparelho extra.

O PIX não oferece crédito, sendo assim, é necessário ter dinheiro na conta para realizar uma transação. Vale lembrar que anuidades não podem ser cobradas do cliente pessoa física pelo uso do sistema.

Como funciona na prática

As transações do PIX podem ser realizadas entre pessoas, entre pessoas e estabelecimentos, entre estabelecimentos e para entes governamentais no caso de impostos e taxas.

Para utilizar o novo sistema é necessário que pagador e recebedor possuam conta, não necessariamente corrente, em banco, instituição de pagamento ou fintech.

As transações poderão ser feitas de diversas formas:

– Informando uma chave do PIX;

– Informando os dados bancários, como acontece com a TED e o DOC;

– A partir da leitura de QR codes.

As chaves do PIX

Segundo o Banco Central, as chaves do PIX são como apelidos que identificam as contas. O usuário poderá cadastrar quatro tipos de chaves PIX a uma conta: CPF ou CNPJ; e-mail, número de telefone celular ou uma chave aleatória.

Esse registro não é obrigatório, mas é interessante realizá-lo para que seja proporcionada a melhor experiência com esse meio de pagamento.

Vale lembrar que as pessoas físicas podem cadastrar até cinco chaves do PIX por conta da qual seja titular, e pessoas jurídicas, 20 chaves, mas é necessário se atentar ao fato de que não será possível adicionar a mesma chave em mais de uma conta.

QR Code

Os QR Codes disponíveis no PIX podem ser:

QR Code estático: esse tipo é emitido apenas uma vez e pode ser usado em várias transações, podendo ter um valor fixo ou ser emitido com o campo de valor em aberto. Nesse caso, após escanear o código, o pagador insere o valor.

QR Code dinâmico: além de possuir mais informações, ele é exclusivo para cada transação. Ao escanear o QR Code, o valor a ser pago já estará definido.

O tipo de QR Code a ser utilizado não faz diferença para o pagador, sendo definido pelo recebedor do valor.

E você, já aderiu ao novo sistema de pagamentos instantâneos?

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** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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