Voz do Consumidor

Planos de saúde sobem quatro vezes mais em 2020

Dentre tantos setores que sofreram aumento, os planos de saúde são um deles. O reajuste superou em quatro vezes a inflação, subindo 8,14%.

planos de saúde

Dentre tantos setores que sofreram aumento e pesaram no bolso do brasileiro, os planos de saúde são um deles. Isso porque, os números mostram que o reajuste dos convênios controlados pela OMS superou em quatro vezes a inflação, subindo 8,14%.

De acordo com dados, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu 2,2% de janeiro a outubro, enquanto o aumento autorizado pela ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) para os planos de saúde controlados tiveram reajuste de 8,14%.

Planos que sofreram aumento

Os planos que sofreram aumento foram os planos de saúde familiares e individuais contratados a partir de janeiro de 1999 ou adaptados à lei nº 9.656/98.

Já os planos que não possuem essa especificação não são acompanhados pela ANS. Dessa forma, só têm aumento conforme negociação entre o plano e o cliente. Esses chegam a 9,26%, dentre os planos familiares e individuais, dependendo da operadora.

Enquanto isso, os planos coletivos (empresariais ou por adesão/sindicatos) não são controlados pela ANS, e o aumento anual consiste em decisão entre as empresas e os planos.

Reajuste

Apesar da ANS, a agência reguladora de planos de saúde, ter dado uma freada e suspendido o reajuste durante a pandemia a partir do mês de setembro, o peso no bolso só vai surtir efeito em janeiro, ou seja, só foi adiado. Neste período de tempo, não pode haver aumento nem por recomposição nem por faixa etária.

Além disso, quem já tinha aplicado o reajuste anteriormente deve cobrar a mensalidade anterior a setembro e outubro. Essa definição não é válida para os planos de saúde coletivos com mais de 30 dependentes. Se houve aumento, continua valendo.

Em nota, a agência comparou que em outros países “é comum os preços da saúde crescerem acima da média dos demais preços da economia”. Além disso, ressalta que não é correto comparar o reajuste do plano de saúde com a inflação.

Ainda sobre o pagamento para o ano que vem, o consumidor será cobrado em janeiro. A operadora do plano deverá diluir em 12 vezes, caso houver congelamentos das parcelas. No entanto, o consumidor irá sentir o peso no bolso, afinal terá que arcar com a dívida deste ano, além do reajuste do ano que vem.

Dentre as motivações para esse aumento, estão a inclusão de novas tecnologias, aumento da frequência de uso e elevação no valor dos procedimentos, como exames, consultas e internações.

Por Lara Hinkel

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** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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